Cicero Melo - Os poetas explodem!


16-08-2013


UM SONETO INALDO CAVALCANTI PARA CICERO MELO

 

O ADORÁVEL BICÃO

                       

Eternamente isento sigo além

Das contas dolorosas de cerveja.

Bolsos vazios, onde quer que esteja,

Dos versos maus imigo sou também.

 

Nunca fugi da etílica peleja.

De copo em riste monto o palafrém.

Eu cavalgo os bares sem vintém,

Ao sabor do luar que me dardeja.

 

Amigos e companheiros batem coro:

- Ó nobre cavaleiro de alto foro,

Vós massacrais o afã de nossa luta!

 

O destemor da luta me agasalha.

A minha sede o bolso vos enluta.

Mas eu bebo no campo de batalha.

 

 

Escrito por Cicero Melo às 06:59 PM
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