Cicero Melo - Os poetas explodem!


27-01-2012


UM SONETO DE UBIRAJARA MELLO DE ALMEIDA

VIVE MINH'ALMA NO SILÊNCIO DO ESPELHO

 

Vive minh’alma no silêncio do espelho,

Caiu na armadilha à toa, embriagada.

Inquieta e perdida grita emoldurada

No limite banhado de vermelho,

 

Fala o corpo, livre da sombra e da agonia.

Agora dança feliz sem medo do pecado,

Longe da servidão que o afligia

Não tem noção do presente e do passado.

 

Insensível, traz o coração sem vida,

Enlouquece com toda bebida,

Dorme, acorda em paz, com calma.

 

Solitário e sem luz, vagou errante,

Da liberdade voltou ao brilhante

E louco em prantos agarrou-se à alma.

Escrito por Cicero Melo às 08:22 PM
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