VIVE MINH'ALMA NO SILÊNCIO DO ESPELHO
Vive minh’alma no silêncio do espelho,
Caiu na armadilha à toa, embriagada.
Inquieta e perdida grita emoldurada
No limite banhado de vermelho,
Fala o corpo, livre da sombra e da agonia.
Agora dança feliz sem medo do pecado,
Longe da servidão que o afligia
Não tem noção do presente e do passado.
Insensível, traz o coração sem vida,
Enlouquece com toda bebida,
Dorme, acorda em paz, com calma.
Solitário e sem luz, vagou errante,
Da liberdade voltou ao brilhante
E louco em prantos agarrou-se à alma.


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